Quase seis mil anos de história judaica resumidos em um gif animado. Cliquem na foto para ver a loucura. Enjoy.
30.5.11
27.5.11
Proust
Há alguns anos, desde quando parei no segundo volume, tenho uma ideia literária fixa: terminar a saga de Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust.
São sete livros que compõem a história toda, escrita pelo autor francês entre 1909 e 22 - e publicada, aos poucos, entre 1913 e 27. Li apenas o primeiro livro inteiro, o No Caminho de Swann, e o segundo (À Sombra das Raparigas em Flor) não completei porque, na época, passei a me dedicar a outro autor, Franz Kafka, sobre quem defenderia um mestrado em 2007. Foi uma época que não li mais nada a não ser o autor de A Metamorfose e O Processo e toda a crítica sobre ele.
Depois o tempo passou, projetei um doutorado sobre outra escritora (Carson McCullers), voltei a São Paulo, desisti da vida acadêmica e o ingresso, meio torto, no jornalismo me fez parar de ler tudo. Acomodei-me à leitura proporcionada pelas horas a fio na internet, entre sites, portais, blogs e afins, e a literatura, fico triste por dizer, foi para uma outra esfera, bem longe da atual.
Leio, aqui e ali, livros de ficção e não ficção, mas em intervalos de tempo cada vez maiores, espaçados. De destaque mesmo, lembro-me apenas de ter lido no último ano o romance Herzog, do Saul Bellow (na verdade, uma releitura nais decente que eu devia a mim mesmo) e as não ficções O Andar do Bêbado e Como Funciona a Ficção, esse último que terminei anteontem e recomendo a todos. Recentemente, li o pequeno conto Him With His Foot in His Mouth, também do Bellow. Entre outras ficções, mas nada tão bom quanto o escritor americano.
Agora, com o começo do mês de junho (sem nenhuma implicação simbólica, a saber), vou retomar a tal ideia fixa que, claro, nunca deixou de ser fixa. E de maneira mais séria. Vou criar um blog, ainda sem título definido, com o intuito de falar um pouco sobre o que eu li naquele dia - e será todo dia. A ideia é que, por dia, eu leia em torno de 20 a 30 páginas e então escreva, sem tom de análise ou de qualquer coisa que possa soar intelectual. Porque já bastarão os chatos que vão falar que estou lendo do original em francês para me mostrar.
Ah, mais ou menos na linha de Julie Powell, do filme Julie & Julia, vou fazer um cálculo e uma meta a ser atingida naquele X tempo. Julie, obrigado pelo exemplo e pela inspiração. Proust, aqui vou eu.
ps: depois, claro, eu vou dizer qual é o blog e o endereço dele. Não é todo mundo que vai querer acompanhar, mas não custa tentar. :)
São sete livros que compõem a história toda, escrita pelo autor francês entre 1909 e 22 - e publicada, aos poucos, entre 1913 e 27. Li apenas o primeiro livro inteiro, o No Caminho de Swann, e o segundo (À Sombra das Raparigas em Flor) não completei porque, na época, passei a me dedicar a outro autor, Franz Kafka, sobre quem defenderia um mestrado em 2007. Foi uma época que não li mais nada a não ser o autor de A Metamorfose e O Processo e toda a crítica sobre ele.
Depois o tempo passou, projetei um doutorado sobre outra escritora (Carson McCullers), voltei a São Paulo, desisti da vida acadêmica e o ingresso, meio torto, no jornalismo me fez parar de ler tudo. Acomodei-me à leitura proporcionada pelas horas a fio na internet, entre sites, portais, blogs e afins, e a literatura, fico triste por dizer, foi para uma outra esfera, bem longe da atual.
Leio, aqui e ali, livros de ficção e não ficção, mas em intervalos de tempo cada vez maiores, espaçados. De destaque mesmo, lembro-me apenas de ter lido no último ano o romance Herzog, do Saul Bellow (na verdade, uma releitura nais decente que eu devia a mim mesmo) e as não ficções O Andar do Bêbado e Como Funciona a Ficção, esse último que terminei anteontem e recomendo a todos. Recentemente, li o pequeno conto Him With His Foot in His Mouth, também do Bellow. Entre outras ficções, mas nada tão bom quanto o escritor americano.
Agora, com o começo do mês de junho (sem nenhuma implicação simbólica, a saber), vou retomar a tal ideia fixa que, claro, nunca deixou de ser fixa. E de maneira mais séria. Vou criar um blog, ainda sem título definido, com o intuito de falar um pouco sobre o que eu li naquele dia - e será todo dia. A ideia é que, por dia, eu leia em torno de 20 a 30 páginas e então escreva, sem tom de análise ou de qualquer coisa que possa soar intelectual. Porque já bastarão os chatos que vão falar que estou lendo do original em francês para me mostrar.
Ah, mais ou menos na linha de Julie Powell, do filme Julie & Julia, vou fazer um cálculo e uma meta a ser atingida naquele X tempo. Julie, obrigado pelo exemplo e pela inspiração. Proust, aqui vou eu.
ps: depois, claro, eu vou dizer qual é o blog e o endereço dele. Não é todo mundo que vai querer acompanhar, mas não custa tentar. :)
24.5.11
19.5.11
Querido diário
When I left my home and my family, I was no more than a boy in the company of strangers in the quiet of the railway station, running scared.
I am older than I once was, and younger than I'll be, that's not unusual. No it isn't strange, after changes upon changes, we are more or less the same.
And I'm laying out my winter clothes, wishing I was gone, going home where the New York city winters aren't bleeding me, leading me to go home.
In the clearing stands a boxer, and a fighter by his trade. And he carries the reminder of every glove that laid him down or cut him until he cried out in his anger and his shame: I am leaving, I am leaving.
But the fighter still remains. Yes, he still remains. :)
I am older than I once was, and younger than I'll be, that's not unusual. No it isn't strange, after changes upon changes, we are more or less the same.
And I'm laying out my winter clothes, wishing I was gone, going home where the New York city winters aren't bleeding me, leading me to go home.
In the clearing stands a boxer, and a fighter by his trade. And he carries the reminder of every glove that laid him down or cut him until he cried out in his anger and his shame: I am leaving, I am leaving.
But the fighter still remains. Yes, he still remains. :)
13.5.11
Em defesa de Higienópolis
Por algum pau do blog, este texto veio pra frente, como sendo o último. Não entendo mais nada.
Depois que a Folha divulgou nesta quarta (somente para assinantes UOL e Folha) pela manhã que o governo desistiu de fazer a estação de metrô que seria construída na esquina da rua Sergipe com a avenida Angélica, após pressão dos moradores do bairro de Higienópolis, choveu polêmica. Virou trending topic no Twitter, tem rapaziada marcando um "churrascão" na frente do shopping pelo Facebook - acabo de dar um "I'm attending" -, e gerou um desconfortável sentimento de "todos contra essa cambada maldita que mora ali".
Como morador do bairro, me sinto ofendido ao me compararem à psicóloga Guiomar Ferreira, 55, que também mora por aqui. Em reportagem de James Cimino, de agosto de 2010, ela diz que "não usa metrô nem usaria". Além disto, ela diz que traria "gente diferenciada" ao bairro.
Higienópolis, hoje e há muito tempo conhecido como "de elite" e outros adjetivos chiques, é um dos bairros mais "open-minded" que conheço na cidade. Diferentemente de outros "bairros de elite" paulistanos, as pessoas aqui andam a pé, caminham até as estações Santa Cecília ou Marechal Deodoro para pegarem seus metrôs, tomam seus ônibus na avenida Angélica e mantêm esse clima, aí sim, "diferenciado" da região. Nos Jardins, no Morumbi e até mesmo em bairros cafonas e novos ricos como o Jardim Anália Franco e a Vila Olímpia, não se vê isso. Não tem gente andando na rua, só carros passando. Carrões. Ricões.
O bairro é e sempre foi um reduto de gente pra frente, bem diferente da mentalidade da dona Guiomar citada há pouco. Muitos moram aqui - meu caso também - pela facilidade de acesso a pé a todo o centro, velho e novo, da capital. Não têm carro e optam por bicicleta. Um colega de trabalho, vizinho de duas ruas pra frente da minha, vai à Redação da Record, na Barra Funda, todo dia de bike. Minha ex-chefe na Folha ia à Barão de Limeira a pé. Como eu fazia também.
A história do bairro, que acompanha a arquitetura modernista de prédios como os de Artacho Jurado, sempre teve muito a ver com esse espírito. Enquanto outros bairros "chiques" imitavam um estilo neoclássico tosco e pomposo e criavam esse establishment arquitetônico terrível para a cidade, Higienópolis já estava desapegada dessa estupidez e dessa mesquinharia de gente como dona Guiomar, que não sei o que faz aqui.
Presentes no bairro há muito tempo, depois de uma onda "migratória" do Bom Retiro, onde nasci, os judeus também enfatizam como esse lugar tem gente boa, que não quer se ligar a nenhum tipo de elite burra terceiro-mundista. Ortodoxos caminham pelas ruas, seja Shabat ou não, sem estranhar a presença dessa "gente diferenciada" que está ali correndo na calçada com seus cachorros e sem kipá. E desviam dos skatistas descendo a Angélica a toda a velocidade sem nenhum tipo de pensamento "não sei o que fazem por aqui".
Sei que dona Guiomar não está sozinha e que, no meio daquelas 3.500 assinaturas colhidas, há muita gente como ela. Mas não todos. Porque há razões bastante plausíveis para a não construção da estação ali no espaço hoje ocupado pelo Pão de Açúcar.
A estação Angélica ficaria a apenas três quadras da nova estação Higienópolis, que fica na rua Piauí. E a umas cinco, seis (aproximadamente, não contei) também da nova estação Paulista, na Consolação, ao lado do antigo Belas Artes. Desnecessário mesmo. Faz todo o sentido do mundo fazer a estação mais pra frente, próximo às regiões de Pacaembu-Perdizes, onde, ali sim, não há nenhuma tão perto assim. E facilitaria o acesso aos estudantes da PUC. Para o Mackenzie, já há uma estação.
Na mesma matéria que citei acima, a engenheira civil Liana Fernandes retruca a dona Guiomar e diz que "mais ônibus e mais metrôs significam menos carros". O que prova que não há consenso entre os moradores. Há os que querem (queriam) metrô, há os que não querem porque entendem que não é tão necessário assim e, por fim, infelizmente, há aquela meia-dúzia de beatas que vão todo domingo de manhã à missa na igreja Santa Terezinha, na rua Maranhão, e depois vão ao shopping falar mal desta gentalha que está mal vestida na livraria Saraiva.
Essa gente é do tipo, como disse um colega de trabalho de manhã, que não pega metrô em São Paulo, mas se encanta com o métropolitain de Paris, muito mais imundo e moribundo que o da capital paulista.
UPDATE - James Cimino, de novo, mas pela Veja - Presidente do Metrô afirma que mudança de local se deve a questões técnicas, não a lobby de moradores.
Depois que a Folha divulgou nesta quarta (somente para assinantes UOL e Folha) pela manhã que o governo desistiu de fazer a estação de metrô que seria construída na esquina da rua Sergipe com a avenida Angélica, após pressão dos moradores do bairro de Higienópolis, choveu polêmica. Virou trending topic no Twitter, tem rapaziada marcando um "churrascão" na frente do shopping pelo Facebook - acabo de dar um "I'm attending" -, e gerou um desconfortável sentimento de "todos contra essa cambada maldita que mora ali".
Como morador do bairro, me sinto ofendido ao me compararem à psicóloga Guiomar Ferreira, 55, que também mora por aqui. Em reportagem de James Cimino, de agosto de 2010, ela diz que "não usa metrô nem usaria". Além disto, ela diz que traria "gente diferenciada" ao bairro.
Higienópolis, hoje e há muito tempo conhecido como "de elite" e outros adjetivos chiques, é um dos bairros mais "open-minded" que conheço na cidade. Diferentemente de outros "bairros de elite" paulistanos, as pessoas aqui andam a pé, caminham até as estações Santa Cecília ou Marechal Deodoro para pegarem seus metrôs, tomam seus ônibus na avenida Angélica e mantêm esse clima, aí sim, "diferenciado" da região. Nos Jardins, no Morumbi e até mesmo em bairros cafonas e novos ricos como o Jardim Anália Franco e a Vila Olímpia, não se vê isso. Não tem gente andando na rua, só carros passando. Carrões. Ricões.
O bairro é e sempre foi um reduto de gente pra frente, bem diferente da mentalidade da dona Guiomar citada há pouco. Muitos moram aqui - meu caso também - pela facilidade de acesso a pé a todo o centro, velho e novo, da capital. Não têm carro e optam por bicicleta. Um colega de trabalho, vizinho de duas ruas pra frente da minha, vai à Redação da Record, na Barra Funda, todo dia de bike. Minha ex-chefe na Folha ia à Barão de Limeira a pé. Como eu fazia também.
A história do bairro, que acompanha a arquitetura modernista de prédios como os de Artacho Jurado, sempre teve muito a ver com esse espírito. Enquanto outros bairros "chiques" imitavam um estilo neoclássico tosco e pomposo e criavam esse establishment arquitetônico terrível para a cidade, Higienópolis já estava desapegada dessa estupidez e dessa mesquinharia de gente como dona Guiomar, que não sei o que faz aqui.
Presentes no bairro há muito tempo, depois de uma onda "migratória" do Bom Retiro, onde nasci, os judeus também enfatizam como esse lugar tem gente boa, que não quer se ligar a nenhum tipo de elite burra terceiro-mundista. Ortodoxos caminham pelas ruas, seja Shabat ou não, sem estranhar a presença dessa "gente diferenciada" que está ali correndo na calçada com seus cachorros e sem kipá. E desviam dos skatistas descendo a Angélica a toda a velocidade sem nenhum tipo de pensamento "não sei o que fazem por aqui".
Sei que dona Guiomar não está sozinha e que, no meio daquelas 3.500 assinaturas colhidas, há muita gente como ela. Mas não todos. Porque há razões bastante plausíveis para a não construção da estação ali no espaço hoje ocupado pelo Pão de Açúcar.
A estação Angélica ficaria a apenas três quadras da nova estação Higienópolis, que fica na rua Piauí. E a umas cinco, seis (aproximadamente, não contei) também da nova estação Paulista, na Consolação, ao lado do antigo Belas Artes. Desnecessário mesmo. Faz todo o sentido do mundo fazer a estação mais pra frente, próximo às regiões de Pacaembu-Perdizes, onde, ali sim, não há nenhuma tão perto assim. E facilitaria o acesso aos estudantes da PUC. Para o Mackenzie, já há uma estação.
Na mesma matéria que citei acima, a engenheira civil Liana Fernandes retruca a dona Guiomar e diz que "mais ônibus e mais metrôs significam menos carros". O que prova que não há consenso entre os moradores. Há os que querem (queriam) metrô, há os que não querem porque entendem que não é tão necessário assim e, por fim, infelizmente, há aquela meia-dúzia de beatas que vão todo domingo de manhã à missa na igreja Santa Terezinha, na rua Maranhão, e depois vão ao shopping falar mal desta gentalha que está mal vestida na livraria Saraiva.
Essa gente é do tipo, como disse um colega de trabalho de manhã, que não pega metrô em São Paulo, mas se encanta com o métropolitain de Paris, muito mais imundo e moribundo que o da capital paulista.
UPDATE - James Cimino, de novo, mas pela Veja - Presidente do Metrô afirma que mudança de local se deve a questões técnicas, não a lobby de moradores.
Para encerrar o assunto Higienópolis
O Blogspot deu algum problema e não pude publicar o texto abaixo na noite de quinta-feira. Publico agora com um pouco de atraso. Ah, o meu post anterior sobre Higienópolis e todos os comentários que recebi sumiram por alguma razão obscura. Deve voltar em algum momento, espero, em respeito aos que leram e aos que comentaram.
Segue o texto de "ontem".
Eu achava que daria por encerrado o assunto do fatídico metrô na Angélica com o post anterior, depois de um pico, inédito e inacreditável neste blog, de mais de 2.000 pageviews e um bocado de comentários, alguns ofensivos, outros concordando com o meu texto.
No entanto, algumas surpresas se desenrolaram nesta quinta-feira após toda a comoção social contra os moradores de Higienópolis. Ao chegar na Redação pela manhã, notei que as piadas, mesmo entre alguns jornalistas que eu respeito, continuavam recorrentes. Em um texto que li ainda de manhã, chegaram a dar peso de autoridade a um promotor que mais queria se aparecer e que declarou que o bairro é formado por “elite tacanha e de vocação escravocrata”. Palavras muito bonitas e impactantes de um magistrado qualquer, mas que perdem todo o sentido e qualquer respeito quando sabemos que um promotor não tem nada a ver com esse tipo de questão, a ser decidida, discordem ou não, entre os moradores do bairro e o governo.
Quem deu a um promotor o poder de interpretar, avaliar ou contestar os motivos de um governante, quando não há nenhuma transgressão à lei? A imprensa, infelizmente. E, como disse o Marcelo Coelho em seu blog, o cara já ganhou seus quinze minutos ou sua meia-página de jornal de fama. E, quem sabe, alguns eleitores futuros.
Em outro artigo, desta vez mais radical e com o qual não concordo completamente, de Sérgio Malbergier, defende-se que “ser rico não é pecado”. Acho que a questão vai muito além deste ponto e acaba-se por minar uma discussão e, aliás, dar mais munição aos que atacam os moradores. Aí, sim, confirma-se o preconceito. Mas o texto acerta, a meu ver, em lamentar a “reação histérica, preconceituosa e errada no mérito”.
Os fatos do dia (desde ontem, aliás) são os seguintes: (1) o bairro de Higienopólis terá duas estações, a saber: na rua Piauí e no Pacaembu; (2) o Metrô, em declaração oficial, reitera que não cedeu a nenhum tipo de lobby ou pressão dos moradores.
Ingenuidade minha acreditar no Metrô? Pois é só juntar os itens (1) e (2) acima. Por que o governo teria cedido à pressão dos moradores da rua Sergipe, mas não aos da rua Piauí, ou, pior, da luxuosa pça. Vilaboim, onde os verdadeiros ricaços da região moram e onde a presença de “gente diferenciada”, apud d. Guiomar, seria de fato mais estranha? Eu acho menos estranho e mais normal um camelô na av. Angélica do que no barzinho na porta da Faap.
E, surpresa, teremos camelôs vendendo milho na pça. Vilaboim, mas não na Angélica. O Metrô e o governo não são ingênuos. E o tal promotor e boa parte da imprensa não entende de política. Não que eu entenda, mas este caso, que é básico, é fácil de matar a charada.
Outra coisa: dona Guiomar, hoje a mulher mais famosa do Brasil, nega que tenha usado o termo “gente diferenciada” e bota a culpa na Folha, que não apurou direito. Que complicação isso. Eu mesmo, em reportagens de rua, já peguei depoimentos de pessoas, anotei no caderninho e não gravei nada. Se d. Guiomar foi ou não preconceituosa e desrespeitosa com as pessoas de fora do bairro, só vai dar pra saber se a entrevista foi gravada. Do contrário, pode rolar um processo contra o jornal. Aliás, peço desculpa à psicóloga pelos termos que usei no meu texto de ontem. Não que eu acredite nela e ache que a Folha foi leviana em soltar uma declaração assim explosiva sem ter gravado nada, mas, na dúvida, retirei qualquer adjetivo que possa ter soado ofensivo à sua imagem.
Mas o que mais me incomodou mesmo foi o engraçadão do Danilo Gentili no Twitter. O sujeito escreveu o seguinte:
- Entendo os velhos de Higienópolis temerem metrô. A última vez que chegaram perto de um vagão foram parar em Auschwitz.
Não acho que tem muito o que desenvolver do tema do tuíte do rapaz. Fico com o que o Mauricio Stycer comentou logo em seguida. O jornalista do UOL lembrou aquele episódio de Seinfeld, em que o Jerry se ofende com o seu dentista após uma série de piadas racistas.
- Eu me ofendo não como judeu, mas como comediante.
UPDATE: o “humorista” apagou o tuíte. O CQC, claro, depende de anunciantes. E ele, corajosão, não se banca. Depois, querendo se passar de inteligente, citou Mark Twain sem ter lido o autor americano. Foi em “citações humor polêmicas” no Google e achou. Aí dá esse resultado. Depois ctrl c + ctrl v. Precisa ler mais, inteligentão.
UPDATE 2: já passam das 23h e Gentili, depois de levar carcada da Band, pede desculpa em sua conta no microblog. Ficou pianinho.
UPDATE 3: Texto de Reinaldo Azevedo na Veja bota mais lenha na fogueira. Sei que linkar a Veja é perder qualquer tipo de argumento, mas coloco aqui como observador e leitor de tudo quanto é mídia. Minha opinião não reflete necessariamente à do Reinaldo Azevedo ou à da revista.
10.5.11
The Build-Up
The spinning top made a sound like a train across the valley, fading oh so quiet but constant til it passed over the ridge, into the distance, written on your ticket to remind you where to stop and when to get off.
2.5.11
Ainda sobre Kate Middleton
A Ana Estela, editora de treinamento da Folha, repercute o debate que comecei aqui. Agora é acompanhar os comentários dos leitores.
Link para o Novo em Folha
Kate Middleton - a imprensa não sabe o que você é afinal de contas. Poor dearie.
Link para o Novo em Folha
Kate Middleton - a imprensa não sabe o que você é afinal de contas. Poor dearie.
1.5.11
There were screens between us
O NYT sempre promove concursos de ensaios a seus leitores e a universitários. Desta vez o tema proposto era "modern love". E neste domingo (1º) o texto vencedor foi publicado.
É muito bonito. Recomendo a leitura aqui.
Trecho:
I told Will about my last boyfriend, a guy I had met in psychology class and dated for almost two years. He listened quietly, his glasses reflecting my image from his computer.
É muito bonito. Recomendo a leitura aqui.
Trecho:
I told Will about my last boyfriend, a guy I had met in psychology class and dated for almost two years. He listened quietly, his glasses reflecting my image from his computer.
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