Hoje rolou toda uma polêmica nas Redações de quais títulos Kate conquistou ao se casar com o William. Todos os veículos online só se referiam a ela como princesa, não só hoje, mas faz tempo.
Aí o papo começou por causa desta matéria, que inclusive gerou um animado debate no Facebook do Feltrin, do qual participei. Rolou até uma piada: agora todo mundo vai ter que dar Erramos.
Fato é: todos os veículos deram que a Kate tem quatro títulos oficiais: duquesa, condessa, baronesa e princesa, como informa a nota da AFP da manhã. Quem está certo, quem está errado? Por que confiar nesta nota da BBC? Por que não confiar? Como apurar? Só fazendo um DDI pra rainha Elizabeth 2ª. Só ela deve saber disto com certeza - se bobear, nem a Kate sabe o que ela virou.
Há uma hora mais ou menos, ou seja já no fim do dia e mesmo depois de o G1 ter reproduzido a tal nota da BBC, o Jornal Nacional, em matéria do Marcos Losekann (ver 4m27s), ratifica os quatro títulos de Kate.
Ou seja, dentro da Globo, o portal diz uma coisa e a TV diz outra. E agora?
29.4.11
26.4.11
Meus dias com o dinossauro
Já tinha passado das 20h quando cheguei na porta do hospital Beth Israel, na Union Square, do ladinho do metrô. O frio naquele mês de dezembro em Nova York não era absurdo e a neve que eu tinha visto, dias antes e pela primeira vez na vida, passava longe do sonhado encanto. Quase indigente, sem celular e ainda perdido na transição português-inglês, o meu passaporte serviu como meio de identificação e o meu nome foi anunciado. Era hora de pegar o elevador, entrar no quarto e voltar no tempo.
Ainda do corredor, vi a expressão de olhos fechados, do dinossauro. Na verdade, não me lembro se os olhos estavam abertos ou fechados, mas fiquei preocupado de ter marcado esse primeiro encontro (anunciado como "visita") em uma hora bem inadequada. Maldito estudante latino-americano que não tem noção do seu próprio espaço. Mas a sua mulher, Jeanne, veio à porta me receber com um abraço e pediu para entrar.
Assim que entrei, ele disse "dear Thiago", da mesma maneira que iniciava os seus e-mails a mim em um contato iniciado meses antes, quando eu ainda morava no Brasil e estava prestando as applications para fazer o doutorado em Yale. E assim começou essa conversa que foi longa, pelo vagar com que ele enunciava as palavras e pela minha incapacidade de lidar com o inglês quando minha cabeça ainda pensava em português. Franz Kafka e o corpo docente do departamento de inglês, que ele chamava de "rubbish", foram os principais temas do encontro. O meu tema, que era Carson McCullers (que ele já sabia), não foi comentado - não que eu me lembre agora. E, principalmente, seu estado de saúde também não. Apenas no pedido de desculpa, por não termos nos conhecido em ambiente mais agradável.
Dias depois, o estado de saúde dele só viria a piorar a ponto de sua mulher responder os meus e-mails e de nossos encontros (um deles em seu apartamento no Village) serem cada vez mais curtos e espaçados. Lembro que quando comuniquei a minha partida de volta a São Paulo e a desistência de tudo, ele me ligou (já tinha celular na época) lamentando. E foi o "dear Thiago" que mais me comoveu dentre todos aqueles.
Não assisti a nenhuma aula dele pois esse período ruim de saúde fez com que cancelasse toda a sua agenda acadêmica para aquele termo. Mesmo a sua orientação não dá para considerar - ele só mergulharia no projeto comigo a partir do terceiro, quarto ano de curso, com o desenvolvimento da tese a todo vapor.
Não virei amigo pessoal, ele não tem o meu telefone aqui em São Paulo, embora eu ainda tenha o dele. Não trocamos mais e-mails e, a contar da última correspondência, quando voltei a NY a passeio, Jeanne me informou que ele estava, desta vez, em um hospital de New Haven.
O que eu nunca esqueço é de como, mesmo naquelas condições, ele me recebeu tão bem, fez me sentir animado, recuperou a minha tão frágil autoestima. A cada "zoomba" que ele falava, que depois eu fui entender como uma interjeição de ânimo, o dinossauro me ensinou uma das lições mais difíceis de se aprender na vida: não se preocupe com as coisas ruins, inclusive com a proximidade da morte. Quando chegar a hora, você vai saber como lidar com isto.
Mais do que judaica, essa lição vem do ensaísta francês Montaigne. Para quem está prestes a completar 81 anos, um último pedido: ensina-me a viver, Harold.
Ainda do corredor, vi a expressão de olhos fechados, do dinossauro. Na verdade, não me lembro se os olhos estavam abertos ou fechados, mas fiquei preocupado de ter marcado esse primeiro encontro (anunciado como "visita") em uma hora bem inadequada. Maldito estudante latino-americano que não tem noção do seu próprio espaço. Mas a sua mulher, Jeanne, veio à porta me receber com um abraço e pediu para entrar.
Assim que entrei, ele disse "dear Thiago", da mesma maneira que iniciava os seus e-mails a mim em um contato iniciado meses antes, quando eu ainda morava no Brasil e estava prestando as applications para fazer o doutorado em Yale. E assim começou essa conversa que foi longa, pelo vagar com que ele enunciava as palavras e pela minha incapacidade de lidar com o inglês quando minha cabeça ainda pensava em português. Franz Kafka e o corpo docente do departamento de inglês, que ele chamava de "rubbish", foram os principais temas do encontro. O meu tema, que era Carson McCullers (que ele já sabia), não foi comentado - não que eu me lembre agora. E, principalmente, seu estado de saúde também não. Apenas no pedido de desculpa, por não termos nos conhecido em ambiente mais agradável.
Dias depois, o estado de saúde dele só viria a piorar a ponto de sua mulher responder os meus e-mails e de nossos encontros (um deles em seu apartamento no Village) serem cada vez mais curtos e espaçados. Lembro que quando comuniquei a minha partida de volta a São Paulo e a desistência de tudo, ele me ligou (já tinha celular na época) lamentando. E foi o "dear Thiago" que mais me comoveu dentre todos aqueles.
Não assisti a nenhuma aula dele pois esse período ruim de saúde fez com que cancelasse toda a sua agenda acadêmica para aquele termo. Mesmo a sua orientação não dá para considerar - ele só mergulharia no projeto comigo a partir do terceiro, quarto ano de curso, com o desenvolvimento da tese a todo vapor.
Não virei amigo pessoal, ele não tem o meu telefone aqui em São Paulo, embora eu ainda tenha o dele. Não trocamos mais e-mails e, a contar da última correspondência, quando voltei a NY a passeio, Jeanne me informou que ele estava, desta vez, em um hospital de New Haven.
O que eu nunca esqueço é de como, mesmo naquelas condições, ele me recebeu tão bem, fez me sentir animado, recuperou a minha tão frágil autoestima. A cada "zoomba" que ele falava, que depois eu fui entender como uma interjeição de ânimo, o dinossauro me ensinou uma das lições mais difíceis de se aprender na vida: não se preocupe com as coisas ruins, inclusive com a proximidade da morte. Quando chegar a hora, você vai saber como lidar com isto.
Mais do que judaica, essa lição vem do ensaísta francês Montaigne. Para quem está prestes a completar 81 anos, um último pedido: ensina-me a viver, Harold.
16.4.11
14.4.11
Virada Cultural
Fui uma vez só na Virada Cultural, isso em 2007. Ficamos andando pelas ruas ali perto da pça. da Sé, até que, ao longe, eu ouvi uma gritaria e, quando olhei pra trás, só vi cadeiras voando pro alto. Era o histórico show dos Racionais, que teve de ser interrompido minutos depois de ter começado. Mano Brown promoveu catarse geral.
Sei que, de lá pra cá, nunca mais voltei ao evento. Agora, em 2011, volto, mas desta vez para trabalhar. A parte que me coube, por sorte ou não (ainda não soube avaliar), foi o show do Paulinho da Viola na pça. da República, relativamente perto de casa e com um fotógrafo ao lado.
Agora, aqui olhando o mapinha completo com todas as atrações, dou as minhas dicas de "vá" e "fuja".
VÁ
Rita Lee às 18h no Palco Júlio Prestes
Skatalites às 23h do no Palco São João
Banda Beatles 4Ever tocando todos os discos dos Fab Four a partir das 18h no Bulevar São João
Chico Pinheiro (drunk) às 19h no Palco Líbero Badaró
Conjuração satânica com Zé do Caixão às 0h30 na Arena Anhagabaú
(tem mais, só que estou com preguiça de falar)
FUJA
Confraria das Ideias - Dimensão Nerd às 6h no Bulevar São João
Oráculo Celta para o Público às 12h no mesmo local
24 horas de comédia Stand-Up no Viaduto do Chá
Imaginem a situação. Aguentar um, dois, três minutos ouvindo o Gentili já é dose. Agora multipliquem por oitocentos milhões de minutos. Alguém joga os comediantes de lá de cima do viaduto pra mim por favor?
Sei que, de lá pra cá, nunca mais voltei ao evento. Agora, em 2011, volto, mas desta vez para trabalhar. A parte que me coube, por sorte ou não (ainda não soube avaliar), foi o show do Paulinho da Viola na pça. da República, relativamente perto de casa e com um fotógrafo ao lado.
Agora, aqui olhando o mapinha completo com todas as atrações, dou as minhas dicas de "vá" e "fuja".
VÁ
Rita Lee às 18h no Palco Júlio Prestes
Skatalites às 23h do no Palco São João
Banda Beatles 4Ever tocando todos os discos dos Fab Four a partir das 18h no Bulevar São João
Chico Pinheiro (drunk) às 19h no Palco Líbero Badaró
Conjuração satânica com Zé do Caixão às 0h30 na Arena Anhagabaú
(tem mais, só que estou com preguiça de falar)
FUJA
Confraria das Ideias - Dimensão Nerd às 6h no Bulevar São João
Oráculo Celta para o Público às 12h no mesmo local
24 horas de comédia Stand-Up no Viaduto do Chá
Imaginem a situação. Aguentar um, dois, três minutos ouvindo o Gentili já é dose. Agora multipliquem por oitocentos milhões de minutos. Alguém joga os comediantes de lá de cima do viaduto pra mim por favor?
12.4.11
7.4.11
Festa na Dogtown
Onde o Palito fica às terças e quintas, com muitos outros amigos, pra socializar e passar o tempo, rola uma festinha de vez em quando.
O Leo, da foto acima, é o melhor amigo do Palito. E um bon vivant. :)
4.4.11
Raison d'être
New York, I love you. And. You. Freak. Me. Out.
You are still the one pool where I would happily drown.
Faltam oito meses.
You are still the one pool where I would happily drown.
Faltam oito meses.
1.4.11
Um pouquinho distante
Pessoal, está mesmo difícil de arrumar um tempo para escrever algo que preste aqui no blog. Sempre tento, mas não consigo. E escrever por escrever, só pra comentar algo e ter algum retorno (com outro comentário), aí estou usando mais o Facebook e o Twitter. Principalmente agora que aprendi a usar os dois juntos em um deck e organizar todos os meus contatos em listinhas separadas.
É a tecnologia a caminho do fim dos blogs. Porque todo mundo quer uma resposta imediata, um comentário na hora, não pra depois. Não de alguém que vá ler quando só lembrar de digitar a palavra kapores lá no Google.
Será que os blogs vão diminuir ou mudar o foco?
É a tecnologia a caminho do fim dos blogs. Porque todo mundo quer uma resposta imediata, um comentário na hora, não pra depois. Não de alguém que vá ler quando só lembrar de digitar a palavra kapores lá no Google.
Será que os blogs vão diminuir ou mudar o foco?
Assinar:
Postagens (Atom)


