28.2.11

Presentes

É minha folga no trabalho hoje, por ter trabalhado na madrugada "cobrindo" o Oscar. E todo mundo tá de presente novo nessa casa. Blusa nova e faixa nova pra cabeça. :)



Raul

O Raul, cabeleireiro modernex, pintou o cabelo da Juliana igualzinho o da Anne Hathaway no Oscar ontem, com as mesmas mechas e tudo. E isso foi há semanas da premiação. Raul é tendência.

25.2.11

PSTU

Juliana fazendo um curso na USP sobre a "história da Palestina". Na bibliografia, "Protocolos de Sião" e "Mein Kampf", além de material panfletário de Arafat e afins.

Dormindo com o inimigo.

24.2.11

Líbia

A Europa, agora com toda essa frescura racista de não querer receber imigrantes do norte da África, é o lugar mais maldito do mundo. Lembra o ex-primeiro-ministro francês Michel Rocard, que disse uma vez que "a França não pode receber toda a miséria do mundo".

23.2.11

Du temps perdu

Ma seule consolation, quand je montais me coucher, était que maman viendrait m'embrasser quand je serais dans mon lit. Mais ce bonsoir durait si peu de temps... 

Proust, maman me manque aussi.

13.2.11

Palito na Confraria

Agora é oficial: Palito virou frila fixo (texto e foto) na Confraria dos Galgos. O link está aqui.

:)

7.2.11

Suicídios Exemplares

Estou lendo o livro "Suicídios Exemplares", de Enrique Vila-Matas. Segue um trecho que achei que merecia o destaque.

Escolheu saltar do campanário, porque, afirmou, isso continha uma espécie de de rebelião em relação à condição humana, privada da possibilidade do voo. Disse que era um gesto maravilhoso se atirar no vazio, porque se estendia ao espaço, às grandes dimensões, ao horizonte. Uma forma nobre da morte, que podia ser executada com serenidade depois de uma vigília reflexiva com os amigos. Foi o que ele disse. 

5.2.11

To Nina, to beauty

Vou indicar duas críticas do filme Cisne Negro que li nesta semana. Uma é do Inácio Araujo, que detestou, outra do Barcinski, que adorou. Na Folha do mesmo dia, mesma página da última quinta.

Estou com o Barcisnki. E mais: entrou pra minha lista de TOP 3 da vida. Não é TOP 10, 20. É 3 mesmo.

Se a Academia não tiver se assustado demais com a produção, pode honrá-lá com um status que só o Oscar pode garantir: o de um filme que entra para a história.

1.2.11

Steeeeeellaaaaaa

Hoje conheci uma repórter chamada Estela em uma entrevista coletiva com a Alice Braga. 

E a cada vez que falava com ela, eu me lembrava desse momento de Seinfeld. Percebi que não posso mais conhecer nenhuma Estela sem fazer a associação com Elaine Benes bêbada.

Tem que clicar aqui que o YouTube não permitiu que eu embedasse. Mas é só clicar que já redireciona direto. Steeellaaa

Egito

O Janio de Freitas escreveu hoje na Folha que, "se democratizado, o Egito estaria muito mais afinado com Israel do que com as próprias ditaduras árabes". Vejo também em alguns veículos brasileiros e internacionais uma comoção ingênua diante de algo que ainda não temos respostas nem prospectos.

Trocar uma ditadura pelo "poder de um povo" fundamentalista é trocar seis por meia dúzia. Cai em nova ditadura, cai em novo Irã, mantém pra sempre a fragilidade que há no Oriente Médio.

Qual é a agenda islamita? Para que lado da fronteira os militares egípcios vão atirar? Porque não há como ficar no meio-termo: ou se vive em constante tensão com os fundamentalistas ou se une a eles.

Ao mesmo tempo, e aqui entro nesse risco, a nossa tendência ocidental é apelar à narrativa clássica de que, no mundo árabe, só pode haver ou um regime teológico-político ou uma autocracia amistosa, nas palavras de Vladimir Safatle, da mesma Folha de hoje.

Bom, não sei se concordo com o Vladimir, pois acho que a Fraternidade Muçulmana tem muito peso no Egito. Mas tudo ainda é nebuloso. É esperar pra ver.