Eu vi os Strokes ao vivo uma vez e foi um show tão competente que parecia uma sequência nonstop de músicas dentro de um estúdio, tudo muito sincronizado e sem nenhum errinho, mas com muitos e infinitos mais decibéis. Entre uma música e outra, o Julian Casablancas pouco falava, como um show dos Ramones.
Filho de John Casablancas, o fundador do império Elite Models, o Julian montou os Strokes na segunda metade dos anos 90, quando conheceu os seus parceiros de bandas (inclusive o brasileiro Fabrizio Moretti) nas escolas mais tops de Nova York (o liceu francês e a Dwight). Com o poder e o dinheiro do pai, foi clever o suficiente para usar diferentes estratégias de divulgação daquela então nova banda. Até as modelos da Elite entraram no rolo. O hype estava criado. O resto já é história e, com três discos, é a banda que mais causou impacto no mundo do rock desde, er, Oasis?
Aqui, uma foto do gênio John Casablancas.
Após quatro anos parados, trabalhando em projetos paralelos, os Strokes se reuniram novamente para gravar um novo cd e uma série de apresentações ao vivo. A primeira, semana passada, foi um show-surpresa com o nome falso de "Venison" em um pub minúsculo na Inglaterra. Dentre os menos de 500 felizardos que viram o show, o vocalista Chris Martin do Coldplay -- ele ficou vendo no meio de todo mundo, naquele empurra-empurra (segundo ele, "gosto de ver show assim, pra ficar mais perto dos jovens, pra viver essa sensação").
Alguns dias depois, se apresentaram no festival de Isle of Wight, agora show grande. Aqui a música "New York City Cops" que eles tocaram por lá. "I swear one day I'm gonna leave this town". Long live the Strokes.
14.6.10
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Um comentário:
Ronaldo.
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