De um trecho do livro da Harper Lee:
"You never really understand a person until you consider things from his point of view, until you climb into his skin and walk around in it"
30.10.09
28.10.09
[porquinho-da-índia]
Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração me dava
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele pra sala
Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos
Ele não gostava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...
— O meu porquinho-da-índia foi minha primeira namorada.
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração me dava
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele pra sala
Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos
Ele não gostava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...
— O meu porquinho-da-índia foi minha primeira namorada.
Manuel Bandeira
[halloween]
Pertinho de Halloween.
Olha o que saiu na última edição da New Yorker aqui. É só clicar e aumentar --são duas duplas de páginas. E a capa, também do mesmo artista (Chris Ware). As crianças mascaradas e os pais sendo iluminados pelas telinhas de seus iPhones. Gênio.
Olha o que saiu na última edição da New Yorker aqui. É só clicar e aumentar --são duas duplas de páginas. E a capa, também do mesmo artista (Chris Ware). As crianças mascaradas e os pais sendo iluminados pelas telinhas de seus iPhones. Gênio.
27.10.09
[please leave a message at the beep]
Esse post será dividido em algumas partes, para tirar o atraso de quem nada escreve há muitos dias.
(1) Segunda-feira tiro férias. Estou sem parar de trabalhar desde abril do ano passado, quando comecei na Folha, pouco depois de minha volta ao Brasil, land of mulatas. De lá pra cá, já passei por um trabalho inesquecível envolvendo os 50 anos do caderno "Ilustrada", já cobri a Flip, algumas matérias legais, e enfim trabalhei na edição e publicação de muitos títulos pela Publifolha. Não é pra me gabar, mas foi muita coisa em pouco mais de um ano. Nonstop. Ao mesmo tempo também não posso reclamar: sinto-me em casa, sinto-me bem. Sempre trabalhei com pessoas muito especiais, responsáveis pelos meus sucessos e que também souberam me ensinar e foram tolerantes nos meus erros.
Da Publifolha, os meus orgulhos são os seguintes títulos: DNA Paulistano, Outras Notas Musicais e o 70 Lições de Jornalismo, e o novo Eleições na Estrada (no prelo, lançamento de novembro).
Sábado já estou em férias com uma sensação de aprendizado e de muito orgulho. E com uma vontade de agradecer a todo mundo que trabalha e já trabalhou comigo, dos parceiros do dia a dia, chefia, autores até os eventuais colaboradores. Obrigado, pessoal.
As férias vão servir para eu colocar algumas leituras em dia; jogar mais meu Playstation novo; ir ao cinema durante a semana de tarde. Entre outras coisas simples. Aquela viagem planejada pra Israel miou, tenho que quitar meu cartão de crédito. A vida não é um morango.
(2) Meu atual objeto de desejo.
(3) Dois links legais:
Quer mandar um cartão personalizado e bem bonito pra alguém? Aqui no Paperless Post.
Quer escrever tão bem que vai ficar horrível? Aqui.
(4) Indicação de livro com uma boa capa. Dica do Desculpe a Poeira.
(1) Segunda-feira tiro férias. Estou sem parar de trabalhar desde abril do ano passado, quando comecei na Folha, pouco depois de minha volta ao Brasil, land of mulatas. De lá pra cá, já passei por um trabalho inesquecível envolvendo os 50 anos do caderno "Ilustrada", já cobri a Flip, algumas matérias legais, e enfim trabalhei na edição e publicação de muitos títulos pela Publifolha. Não é pra me gabar, mas foi muita coisa em pouco mais de um ano. Nonstop. Ao mesmo tempo também não posso reclamar: sinto-me em casa, sinto-me bem. Sempre trabalhei com pessoas muito especiais, responsáveis pelos meus sucessos e que também souberam me ensinar e foram tolerantes nos meus erros.
Da Publifolha, os meus orgulhos são os seguintes títulos: DNA Paulistano, Outras Notas Musicais e o 70 Lições de Jornalismo, e o novo Eleições na Estrada (no prelo, lançamento de novembro).
Sábado já estou em férias com uma sensação de aprendizado e de muito orgulho. E com uma vontade de agradecer a todo mundo que trabalha e já trabalhou comigo, dos parceiros do dia a dia, chefia, autores até os eventuais colaboradores. Obrigado, pessoal.
As férias vão servir para eu colocar algumas leituras em dia; jogar mais meu Playstation novo; ir ao cinema durante a semana de tarde. Entre outras coisas simples. Aquela viagem planejada pra Israel miou, tenho que quitar meu cartão de crédito. A vida não é um morango.
(2) Meu atual objeto de desejo.
(3) Dois links legais:
Quer mandar um cartão personalizado e bem bonito pra alguém? Aqui no Paperless Post.
Quer escrever tão bem que vai ficar horrível? Aqui.
(4) Indicação de livro com uma boa capa. Dica do Desculpe a Poeira.
(5) Pra terminar, um clássico de George Costanza. Que é o que eu farei pra quem me ligar nas férias. Grato.
20.10.09
|new york, you're perfect|
Sexta passada, dia 16, estreou nos Estados Unidos o filme "New York, I Love You", dos mesmos produtores do "Paris, je t'aime" (2006). A mesma ideia, só que dessa vez em Gotham: pequenos curtas, cada um dirigido por um cineasta diferente, sobre o amor, seja ele entre namorados, amantes, pais e filhos, ou simplesmente do amor de um sujeito por uma cidade.
Dessa vez, a lista de diretores é encabeçada por Fatih Akin, Yvan Attal (o israelense que é casado com a Charlotte Gainsbourg), e Natalie Portman (que, além de dirigir aqui, também atua). Dos atores, além da Natalie, o queridinho Shia LaBeouf, Orlando Bloom, Andy Garcia, Christina Ricci, entre outros, estão no filme.
Sendo um filme sobre a cidade que me salvou das maneiras mais brilhantes imagináveis, pela qual me apaixonei, e a qual tenho planos de voltar, deve ser o grande destaque do ano. Expectativa total: estreia nos cinemas brasileiros no dia 20 de novembro. Será que vai bater o "Bastardos Inglórios"? Que pra mim foi o grande filme do ano por enquanto. Junto com o polêmico "Anticristo", a qual até ia dedicar um post, mas, depois do que eu li na New Yorker aqui, prefiro indicar essa crítica tão boa e tão imparcial a correr o risco de falar besteira.
Deixo vocês agora com o trailer do "New York, I Love You".
Dessa vez, a lista de diretores é encabeçada por Fatih Akin, Yvan Attal (o israelense que é casado com a Charlotte Gainsbourg), e Natalie Portman (que, além de dirigir aqui, também atua). Dos atores, além da Natalie, o queridinho Shia LaBeouf, Orlando Bloom, Andy Garcia, Christina Ricci, entre outros, estão no filme.
Sendo um filme sobre a cidade que me salvou das maneiras mais brilhantes imagináveis, pela qual me apaixonei, e a qual tenho planos de voltar, deve ser o grande destaque do ano. Expectativa total: estreia nos cinemas brasileiros no dia 20 de novembro. Será que vai bater o "Bastardos Inglórios"? Que pra mim foi o grande filme do ano por enquanto. Junto com o polêmico "Anticristo", a qual até ia dedicar um post, mas, depois do que eu li na New Yorker aqui, prefiro indicar essa crítica tão boa e tão imparcial a correr o risco de falar besteira.
Deixo vocês agora com o trailer do "New York, I Love You".
9.10.09
|happy I'm older|
Cinco coisas.
(1) à primeira vista, parece mais uma brincadeira meio lo-fi, mas o Virtual Piano te permite tocar notas individuais ou então aprender as formações em todas as 12 escalas. Tudo com o clique do mouse. Viciante.
(2) Já faz dez anos de carreira, desde a trilha sonora para o filme de estreia de Sofia Coppola, "Virgens Suicidas", que o a dupla francesa Air está na ativa. Foram cinco álbuns lançados, entre eles a obra-prima "Moon Safari". E nessa semana, eles estão lançando "Love 2", seu novo álbum. As 12 faixas enfatizam mais a parte instrumental, e deixam as letras um pouco de lado. O que não é ruim: na faixa "Love", por exemplo, a palavra é sussurrada sem parar por mais de dois minutos. Já em "Be a Bee", quase não dá para decifrar o que é cantado. Queria muito colocar o espetacular vídeo no youtube de "Sing Sang Sung", mas a incorporação ao blog não é permitida. Mas fica a dica: procurem no youtube pela música. E ouçam aqui mais faixas. A capa do disco aqui embaixo.
(3) "Acabei de sair do banho" --isso é tão Twitter. O negócio mesmo é "acabei de ir pra cama com tal pessoa em tal lugar e foi assim assim assado". Aqui. É o Google mapeando sexo.
(4) Macanudo, da Folha de hoje. Genial.
(1) à primeira vista, parece mais uma brincadeira meio lo-fi, mas o Virtual Piano te permite tocar notas individuais ou então aprender as formações em todas as 12 escalas. Tudo com o clique do mouse. Viciante.
(2) Já faz dez anos de carreira, desde a trilha sonora para o filme de estreia de Sofia Coppola, "Virgens Suicidas", que o a dupla francesa Air está na ativa. Foram cinco álbuns lançados, entre eles a obra-prima "Moon Safari". E nessa semana, eles estão lançando "Love 2", seu novo álbum. As 12 faixas enfatizam mais a parte instrumental, e deixam as letras um pouco de lado. O que não é ruim: na faixa "Love", por exemplo, a palavra é sussurrada sem parar por mais de dois minutos. Já em "Be a Bee", quase não dá para decifrar o que é cantado. Queria muito colocar o espetacular vídeo no youtube de "Sing Sang Sung", mas a incorporação ao blog não é permitida. Mas fica a dica: procurem no youtube pela música. E ouçam aqui mais faixas. A capa do disco aqui embaixo.
(3) "Acabei de sair do banho" --isso é tão Twitter. O negócio mesmo é "acabei de ir pra cama com tal pessoa em tal lugar e foi assim assim assado". Aqui. É o Google mapeando sexo.
(4) Macanudo, da Folha de hoje. Genial.
(5) "Sometimes I'm just happy I'm older" -- refrão do Walkmen em "We've Been Had".
6.10.09
|o andar do bêbado|
Hoje vou falar um pouco sobre o acaso e sobre o quanto e de que maneiras ele determina a minha vida.
Na verdade, o gancho foi de um livro que ganhei da Juliana chamado "O Andar do Bêbado - Como o Acaso Determina Nossas Vidas", de um autor chamado Leonard Mlodinow. O sobrenome é complicado, mas basta uma pesquisa no wikipedia e no site dele (coisa que acabo de fazer) para saber que se trata de um nome e tanto: doutor em física por Berkeley e professor da Caltech (CA), sua principal área de atuação é a física quântica, ajudando a desenvolver um novo tipo de teoria perturbacional nos problemas com o "valor próprio", a saber a propriedade de uma matriz quando essa atua com um vetor. Parece grego, e é pra mim. Mas, em suma, os problemas "irresolvíveis" na relação entre números e vetores, eis o assunto que o nosso amigo Mlodinow estuda.
Mais: ele já escreveu um livro com o deus Stephen Hawking, o "Uma Nova História do Tempo".
Alguns conceitos básicos que o Google nos informa:
Matriz: um arranjo (em formato retangular) de números;
Vetor: ente geométrico que, em física, representa sempre quantidades de magnitude e direção;
Valor próprio: a propriedade de um número arranjado com o seu vetor;
Teoria perturbacional: quando, em uma ciência matemática, há questões sem resposta, busca-se uma aproximação, uma resposta satisfatória.
Acho que o mais importante aqui e com certeza a base do livro é o seguinte: um número nunca é um número sozinho, ele depende de propriedades vetoriais. Em uma linguagem adaptada, as circunstâncias (ou o acaso, como quiserem) condicionam nossa existência.
Vamos aos dois primeiros parágrafos da orelha do livro:
O sucesso de Harry Potter, a absolvição de O.J. Simpson nos tribunais americanos, o fracasso de bilheteria de Lara Croft Tomb Raider - todos, em maior ou menos grau, são lances de sorte (ou de azar, no caso de alguns).
Esses e muitos outros eventos são fruto de uma combinação de fatores em grande parte aleatórios. Competência e dedicação entram na equação, sim, mas o acaso interfere em nossas vidas muito mais do que imaginamos. Parece um pouco assustador?
Vou parar de falar do livro e vou falar da minha vida. Pelo menos nos últimos quatro anos. Foi assim.
Em 2005, iniciei meu mestrado em literatura judaica na USP. Lá conheci um menino da graduação que começou a dar em cima (pela internet) de minha namorada na época. No final de 2006, esse meu namoro terminou e eu comecei a sair com uma menina que eu vim a saber depois era a ex do dito. Pior: dois meses depois eu comecei a namorar a outra ex dele (a última na época). Que era mestranda em filosofia pela PUC. Ela queria largar o mestrado dela aqui e fazer fora do país. Conseguiu uma vaga em uma universidade de Nova York. O que eu fiz? Eu me candidatei a uma vaga em um doutorado lá nos Estados Unidos, mas não na mesma universidade. Passei. Fui. Fomos. Isso já era 2007.
O namoro terminou dramaticamente. E eu larguei tudo em NYC e voltei pra São Paulo. Sem emprego e com um título meio inútil de mestre nas mãos, escrevi a uma pessoa muito especial que trabalha no lugar onde eu tenho o orgulho de dizer que trabalho hoje. Deu certo, uma semana depois, fui apresentado ao então editor e fui contratado. Já era 2008.
No elevador dessa empresa eu conheço a menina com quem vivo hoje e com quem vou me casar em janeiro --e que vai voltar a morar comigo em NYC no ano que vem. E que me deu o livro do Mlodinow que eu já vinha paquerando faz um tempo. 2009.
Banalidades, destino, uma questão de decisões em momentos que nós mesmos estabelecemos? Lances de sorte, azar ou casualidades? O autor do livro sustenta sua tese em teorias matemáticas, inclusive aquelas sobre as quais eu tentava falar mais acima. Aleatoridade, sorte, probabilidade. Amor, sentimentos (escolhemos por quem nos apaixonamos ou somos jogados a essas pessoas?), escolhas profissionais, tudo isso é realmente controlado pela gente? Ou somos bêbados cujo próximo passo é tão imprevisível e ora falho, ora tão bem sucedido?
Termino aqui, primeiro com uma curiosidade: Mlodinow, por puro acaso, estava no World Trade Center na hora dos ataques terroristas do 11 de Setembro.
Segundo, com o endorsement do deus:
In The Drunkard’s Walk Leonard Mlodinow provides readers with a wonderfully readable guide to how the mathematical laws of randomness affect our lives. With insight he shows how the hallmarks of chance are apparent in the course of events all around us. The understanding of randomness has brought about profound changes in the way we view our surroundings, and our universe. I am pleased that Leonard has skillfully explained this important branch of mathematics.
--Stephen Hawking
Na verdade, o gancho foi de um livro que ganhei da Juliana chamado "O Andar do Bêbado - Como o Acaso Determina Nossas Vidas", de um autor chamado Leonard Mlodinow. O sobrenome é complicado, mas basta uma pesquisa no wikipedia e no site dele (coisa que acabo de fazer) para saber que se trata de um nome e tanto: doutor em física por Berkeley e professor da Caltech (CA), sua principal área de atuação é a física quântica, ajudando a desenvolver um novo tipo de teoria perturbacional nos problemas com o "valor próprio", a saber a propriedade de uma matriz quando essa atua com um vetor. Parece grego, e é pra mim. Mas, em suma, os problemas "irresolvíveis" na relação entre números e vetores, eis o assunto que o nosso amigo Mlodinow estuda.
Mais: ele já escreveu um livro com o deus Stephen Hawking, o "Uma Nova História do Tempo".
Alguns conceitos básicos que o Google nos informa:
Matriz: um arranjo (em formato retangular) de números;
Vetor: ente geométrico que, em física, representa sempre quantidades de magnitude e direção;
Valor próprio: a propriedade de um número arranjado com o seu vetor;
Teoria perturbacional: quando, em uma ciência matemática, há questões sem resposta, busca-se uma aproximação, uma resposta satisfatória.
Acho que o mais importante aqui e com certeza a base do livro é o seguinte: um número nunca é um número sozinho, ele depende de propriedades vetoriais. Em uma linguagem adaptada, as circunstâncias (ou o acaso, como quiserem) condicionam nossa existência.
Vamos aos dois primeiros parágrafos da orelha do livro:
O sucesso de Harry Potter, a absolvição de O.J. Simpson nos tribunais americanos, o fracasso de bilheteria de Lara Croft Tomb Raider - todos, em maior ou menos grau, são lances de sorte (ou de azar, no caso de alguns).
Esses e muitos outros eventos são fruto de uma combinação de fatores em grande parte aleatórios. Competência e dedicação entram na equação, sim, mas o acaso interfere em nossas vidas muito mais do que imaginamos. Parece um pouco assustador?
Vou parar de falar do livro e vou falar da minha vida. Pelo menos nos últimos quatro anos. Foi assim.
Em 2005, iniciei meu mestrado em literatura judaica na USP. Lá conheci um menino da graduação que começou a dar em cima (pela internet) de minha namorada na época. No final de 2006, esse meu namoro terminou e eu comecei a sair com uma menina que eu vim a saber depois era a ex do dito. Pior: dois meses depois eu comecei a namorar a outra ex dele (a última na época). Que era mestranda em filosofia pela PUC. Ela queria largar o mestrado dela aqui e fazer fora do país. Conseguiu uma vaga em uma universidade de Nova York. O que eu fiz? Eu me candidatei a uma vaga em um doutorado lá nos Estados Unidos, mas não na mesma universidade. Passei. Fui. Fomos. Isso já era 2007.
O namoro terminou dramaticamente. E eu larguei tudo em NYC e voltei pra São Paulo. Sem emprego e com um título meio inútil de mestre nas mãos, escrevi a uma pessoa muito especial que trabalha no lugar onde eu tenho o orgulho de dizer que trabalho hoje. Deu certo, uma semana depois, fui apresentado ao então editor e fui contratado. Já era 2008.
No elevador dessa empresa eu conheço a menina com quem vivo hoje e com quem vou me casar em janeiro --e que vai voltar a morar comigo em NYC no ano que vem. E que me deu o livro do Mlodinow que eu já vinha paquerando faz um tempo. 2009.
Banalidades, destino, uma questão de decisões em momentos que nós mesmos estabelecemos? Lances de sorte, azar ou casualidades? O autor do livro sustenta sua tese em teorias matemáticas, inclusive aquelas sobre as quais eu tentava falar mais acima. Aleatoridade, sorte, probabilidade. Amor, sentimentos (escolhemos por quem nos apaixonamos ou somos jogados a essas pessoas?), escolhas profissionais, tudo isso é realmente controlado pela gente? Ou somos bêbados cujo próximo passo é tão imprevisível e ora falho, ora tão bem sucedido?
Termino aqui, primeiro com uma curiosidade: Mlodinow, por puro acaso, estava no World Trade Center na hora dos ataques terroristas do 11 de Setembro.
Segundo, com o endorsement do deus:
In The Drunkard’s Walk Leonard Mlodinow provides readers with a wonderfully readable guide to how the mathematical laws of randomness affect our lives. With insight he shows how the hallmarks of chance are apparent in the course of events all around us. The understanding of randomness has brought about profound changes in the way we view our surroundings, and our universe. I am pleased that Leonard has skillfully explained this important branch of mathematics.
--Stephen Hawking
2.10.09
|you and me|
(1)
A gastronomia está acontecendo já faz uns tempos lá em casa. Nada muito profissional, mas está acontecendo e tem ficado cada vez mais divertido. Domingo, no entanto, tudo vai se profissionalizar: mame vai lá com esse livro de receitas. Ensinar todos os segredos. Quem é o chef da capa? Madame Bovary, c'est moi.
(2)
The Walkmen vem ao Brasil em dezembro. Bossy.
(3) Frase do dia: moins on parle, moins on est pris. :)
A gastronomia está acontecendo já faz uns tempos lá em casa. Nada muito profissional, mas está acontecendo e tem ficado cada vez mais divertido. Domingo, no entanto, tudo vai se profissionalizar: mame vai lá com esse livro de receitas. Ensinar todos os segredos. Quem é o chef da capa? Madame Bovary, c'est moi.
(2)
The Walkmen vem ao Brasil em dezembro. Bossy.
(3) Frase do dia: moins on parle, moins on est pris. :)
Assinar:
Postagens (Atom)







